
Quando se fala de São Tomé e Príncipe, o comércio de escravos está sempre presente. São Tomé e o Príncipe são duas ilhas de origem vulcânica que se distanciam uma da outra cerca de 150 km.
As ilhas de São Tomé e do Príncipe ficam situadas a cerca de 300 km da costa Ocidental de África, mais concretamente no Golfo da Guiné, sendo atravessadas pelo Equador. Têm uma área total de 996 km2, cabendo 875 km2 à Ilha de São Tomé e 139 km2 à Ilha do Príncipe.
São Tomé e Príncipe, oficialmente República Democrática de São Tomé e Príncipe, é um estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (Ilha de São Tomé e Ilha do Príncipe) e várias ilhotas, num total de 1001 km², com cerca de 160 mil habitantes. Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.
São Tomé está dividido em 6 distritos sendo o sétimo distrito pertencente ao Príncipe.
Os Distritos de São Tomé são os seguintes, LOBATA, ÁGUA GRANDE, ME ZÓXI, LEMBA, CANTAGALO e CAUÉ.
Os distritos de LOBATA, ÁGUA GRANDE, ME ZÓXI, e CANTAGALO são os distritos com maior concentração de população em São Tomé.
As zonas mais populares de São Tomé são as seguintes; Guadalupe, Conde, Micoló, Santo Amaro (7400 hab.), Praia Gamboa, Neves, Santa Catarina, Madalena, Trindade (14 500 hab.), Bombom, Caixão Grande, Pantufu, Almas, Santana (7000 hab.), Ribeira Afonso, São João dos Angolares, Ribeira Peixe, e Porto Alegre.
A Ilha do Príncipe tem apenas um distrito que é o distrito de PAGUÉ.
No Príncipe a grande Maioria da População concentra-se apenas na zona de Santo António, a outra parte subdivide-se em pequenas concentrações que se espalham pela ilha como em Santo Cristo, Nitreira, Portela do Lumiar, Lola, Sundy e Paciência.
As ilhas são de natureza vulcânica e o relevo é acidentado, com morros, cones e picos. A erosão muito intensa causou a formação do "Pico Cão Grande" e do "Cão Pequeno", que não são mais do que chaminés vulcânicas.
As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram.
Os portugueses colonizaram-na com cristãos-novos que tinham sido expulsos pela Inquisição.
A cana-de-açúcar foi introduzida nas ilhas no século XV, mas a concorrência brasileira e as constantes rebeliões locais levaram a cultura agrícola ao declínio no século XVII. Assim sendo, a decadência açucareira tornou as ilhas entrepostos de escravos para o Caribe e para o Brasil.
No contexto da Dinastia Filipina, o capitão António Monteiro Maciel jurou fidelidade ao novo monarca em 10 de Junho de 1581.
Entre as principais dificuldades por que passaram as ilhas no final do século XVI destacam-se as revoltas de africanos entre 1590 e 1595, das quais a mais importante foi a Revolta dos Angolares.
Em 1960, por influência do processo de descolonização no continente africano, surgiu um grupo nacionalista opositor ao domínio ditatorial português. Em 1972, o grupo dá origem ao MLSTP (Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe), de orientação marxista. Assim, em 1975, após cerca de 500 anos de controlo de Portugal, o arquipélago é descolonizado, como consequência da Revolução dos Cravos em Portugal, um ano antes.
Após a independência, foi implantado um regime socialista de partido único sob a alçada do MLSTP. Dez anos após a independência (1985), inicia-se a abertura econômica do país. Em 1990, iniciou-se a transição para a democracia com a adoção de uma nova Constituição, que institui o pluripartidarismo.
No ano seguinte, as eleições legislativas apresentam o PCD-GR (Partido de Convergência Democrática - Grupo de Reflexão) como grande vencedor, ao conquistar a maioria das cadeiras. A eleição para presidente contou com a participação de Miguel dos Anjos Trovoada, ex-primeiro-ministro do país que estava exilado desde 1978. Sem adversários, Trovoada foi eleito para o cargo. Em 1995, é instituído um governo local na ilha do Príncipe, com a participação de cinco membros. Nas eleições parlamentares de 1998, o MLSTP incorpora em seu nome PSD (Partido Social Democrata) e conquista a maioria no Parlamento, o que tornou possível ao partido indicar o primeiro-ministro.